A implantação do programa
Minha Casa Minha Vida pelo governo federal trouxe a atenção do mercado imobiliário para os empreendimentos econômicos. Isso gerou uma sucessão de lançamentos nesse padrão para suprir uma demanda que ainda está longe
de ser atendida.
No entanto, ao contrário do que se
pode imaginar, os empreendimentos
de alto padrão não foram deixados
de lado nem pelas construtoras,
tampouco pelos clientes. Pelo contrário,
pois este nicho de mercado
continua bastante demandado,
sem sofrer queda, mesmo com
o“boom” dos imóveis populares.
De acordo com o vice-presidente da
Associação das Empresas do Mercado
Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES) Moacyr Brotas, esse
é um nicho de mercado que sofre
menos impactos que o de médio
padrão. “Um imóvel de luxou o alto
padrão é a realização de um sonho
do comprador, que está adquirindo
também qualidade de vida, indo
para uma unidade maior”, complementa.
Na prática
Dito isso, o presidente da Findes destaca a importância da aplicação da sustentabilidade nos empreendimentos da construção civil. “Falando especificamente deste setor,
eu vejo a aplicação da sustentabilidade de uma forma ainda mais ampla, pois inclui aspectos não somente de caráter ambiental, mas também de caráter institucional e econômico, onde todas as partes envolvidas podem ganhar com esta proposta”, explica Izoton. “Hoje é fundamental que tenhamos unidades habitacionais e construções em geral que sejam sustentáveis, pois precisamos minimizar o impacto das atividades empresariais na natureza, bem como no próprio ambiente urbano e, consequentemente, na qualidade de vida da população”, completa.
“Está provado que os investimentos em construções que
levem em consideração o uso inteligente e mais econômico
de energia e água, a aplicação de materiais ecologicamente
corretos, a implantação da coleta seletiva de lixo, entre outros,
nós estaremos fazendo nossa parte na contribuição de um
mundo melhor para se viver, não somente preservando o meio
ambiente, mas também fazendo uso mais racional de nossos
recursos”, ressalta o presidente da Findes. “Eu me recordo
que meus antigos parentes falavam na Itália – possuo dupla
cidadania – que ‘Deus perdoa sempre. Os homens, às vezes. A
natureza, nunca’. Por isso ressalto que temos de traçar planos
de desenvolvimento que incluam a preservação ambiental como prioridade”, destaca Lucas Izoton.